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Um segundo, você pisca, ele atravessa a rua, ela se vira, o pingo de chuva cai à pétala se abre, o sol se vai. Outro segundo, a noite pinta o céu, o menino nasce você fica mais um pouco, você vai e volta. Somos segundos, brechas, espaços vazios em uma folha branca, somos som, silêncio, sem perceber somos escuridão, preenchemos com cor e luz tudo ao nosso redor, somos partículas da imensidão, estamos aqui por alguma razão? Onde estão os segredos da nossa existência? Quem vive nos vãos da nossa imaginação, do nosso ser, das nossas previsões?

Somos duvidas constante, a procura de um sentido, de alguma explicação! O que é o mal e o que é o bem? Quem é o vilão e a mocinha de mais uma dessas situações que a vida nos apresenta? 

             Não é só mais uma aula de antropologia, que tenta explicar de onde deriva a nossa criação, são mais algumas duvidas que insistem em aprisionar e acorrentar nossa mente humana. Estamos à procura de resposta, precisamos questionar, somos seres pensantes e estamos a pensar. Existe tanto espaço entre as moléculas que podemos ser somente poeiras cósmicas vagando no espaço. Somos apenas não e sim a vagar pelas ruas, somos escolhas certas, erradas. Somos encorajados e encorajamos, aceitamos fazer coisas que jamais seriamos capazes, quando estamos em um grupo, onde talvez uma decisão se unifique. Agimos pela maioria, agindo muitas vezes contra nossos ideais.

Nem sempre a maioria esta certa. Mas somos quem mesmo? Somos Maria, somos João, somos olho por olho, dente por dente? Até onde nosso livre arbítrio, fala por nós? Modificamos o pensamento da maioria, ou nos deixamos modificar? Alienados nenhum de nós somos, não é mesmo? Pelo menos, não que queiramos ser.

              Somos partículas, todos nós, comparado a tudo o que nos rodeia. Somos maiores que brincos, menores que elefantes, somos maiores que cachorros e menores que morros e montanhas. Talvez nossos sonhos alcancem o meio estrelar e a vontade de conquistá-los, mas nós ainda somos muito pequenos para chegar até lá. Já é quarta-feira, sábado, então é Natal, e logo mais um ano se passou, começamos a colecionar rugas, e também aprendizados. Buscamos o sentido para tudo isso, mas existe um sentido para a vida?

Num piscar de olhos a vida passa, será que aproveitamos tudo? Será que nos entregamos como deveríamos? Vivemos nos prendendo, nos acorrentando. Sem certezas ter, eles falam demais, elas também. Pare e pense, a vida acontece enquanto estamos nos importando com o que não precisa, nos magoando com quem não merece. Se você precisa de apenas um motivo para seguir em frente, ai vai: Você deve encontrar quem pode salvar o seu mundo! Caminhe. Vá até um espelho, se olhe, olhe dentro de seus próprios olhos, sobre suas marcas. Você acaba de encontrar a resposta para todas as perguntas...as estrelas que você precisa contemplar existem dentro de você!

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2 Comentários

  1. Ivana, você escreve divinamente bem. Curto muito o teu ponto de vista e me identifiquei bastante com teu texto, gosto da maneira que você é capaz de colocar o que você sente e pensa tão bem em palavras. Voltarei aqui pra ler mais dos teus textos.
    Beijos

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  2. pois quando olho pro espelho, mais dúvidas surgem rsrsrs
    e realmente, somos tão pouco comparados ao universo... já para as células, somos grandiosos... parabéns pelo texto...
    bjs...

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